
Fiquei tão feliz quando te convenci a vires para Lisboa... foi o melhor que me poderia acontecer. Estudar contigo... viver contigo!
No dia em que chegaste fui buscar-te. O Nuno foi comigo... estava impossível de aturar! Cheio de ciúmes, dizia que não compreendia o porquê de eu te ter dito para vires para Lisboa estudar.
Discutimos tanto, por tua causa... os ciúmes dele começaram a ficar descontrolados. Até que, pouco tempo depois da tua chegada, falei com ele. Expliquei-lhe que aquilo que sentia por ti era grande, muito grande... mas, isso, não era razão para ciúmes. Expliquei-lhe que o eu sinto por ti é o amor que se sente por um irmão.
Ele compreendeu e aceitou-te.
[também não tinha outra alternativa... eu jamais poria em causa o "nós" (tu e eu) por aquilo que tinha com ele, e ele sabia disso]
Lembras-te do nosso primeiro dia de aulas? Tu detestaste! Chamaste-nos de betinhos... mas, lá te foste integrando, fizeste tantos amigos... cresceste tanto.
No início foi bem difícil, (eu sei ) por causa do teu problema. Mas, com a ajuda de todos - até da Miss Helen! - tu conseguiste ultrapassa-lo!
Que saudades desses dias. Era contigo que eu desabafava, que eu chorava... que eu ria. E tu, quando me vias desesperada dizias-me: "quando eu for rico, dar-te-ei uma casa, longe de tudo e de todos, como tu gostas".
[eu não queria uma casa... queria-te perto de mim (mesmo que longe, por cada um tem a sua vida e eu entendo isso, claro) quando precisei de ti, quando estive doente... queria-te perto de mim hoje, porque eu - particularmente, hoje - sinto tanto a tua falta] .
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