Aqui está a minha vida...

... esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.

Cecília Meiréles

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Estou,simplesmente, tão farta das pessoas...

...que-mais-me-apetece-esmagar-lhes-o-crânio-com-uma-pedra.

Principalmente, certas pessoas pedantes que existem só para nos fazerem perder a cabeça e que conseguem por-nos a chorar num dia em que estou a bradar aos céus com dores que não lembram a ninguém e fazer de tudo para não andar a chorar pelos cantos, para não chatear quem me rodeia com os meus problemas.

E aqui estou eu a chorar... por causa da estúpida-da-mulher-que-raios-a-partam-não-faz-outra-coisa-senão-lixar-a-cabeça-a-quem-só-quer-tentar-viver-a-porcaria-da-vida!

[só não lhe rogo uma crise de ea igual à que eu estou a ter agora porque e só porque, a praga é-me devolvida três vezes mais forte]

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Desempregados executivos VS todos os outros...


Ontem, numa reportagem da SIC, falava-se de desemprego. Este desemprego, porém, era um desemprego diferente.

Parece que o único denominador comum entre os ex-executivos e/ou ex-quadros de empresa e os outros desempregados é o facto de terem de se dirigir aos centros de emprego. Tudo o resto que se segue é diferente.

Fiquei a saber que os primeiros, quando despedidos, têm toda uma máquina que os auxilia em vários aspectos, de modo a que este novo estatuto não se prolongue por muito tempo e, acima de tudo, para que a sua auto-estima não seja afectada. Após o despedimento, estes desempregados são encaminhados para uma empresa que os ajuda na requalificação de competências entre outras coisas.

A Universidade Nova de Lisboa também contribui com formação gratuita e tem como objectivo desenvolver o potencial em gestão. Além do curso ser gratuito, estes formandos têm acesso gratuito à formação, materiais, refeições e certificado.

Um dos responsáveis por este projecto, com um sorriso nos lábios e de olhos a brilhar, dizia que estes formandos "são pessoas de qualidade que estão com professores de qualidade numa universidade de qualidade". O seu sonho, segundo suas palavras, era que estes homens e mulheres conseguissem retomar em breve a sua vida de executivos ou que conseguissem ter o seu próprio negócio..."e que daqui a algum tempo dissessem que foi naquele verão chuvoso que mudaram as suas vidas".

"Este país é só líricos"... resmungou o Toni. Sim, acenei com a cabeça.

Há muitos anos atrás - era eu uma criança - o canal 1 (único, na altura) passou, por várias vezes, um filme animado titulado "O Triunfo dos Porcos". Lembro-me que a minha irmã ainda não existia, eu tinha que ter menos de 10 anos. Aquele filme era muito triste: uns porcos maus comiam muito enquanto os outros animais morriam de fome. E, o pior, é que no fim matavam aquele cavalo velhinho, coitadinho.

Eu era demasiado jovem e inocente para compreender a mensagem de George Orwell. Contudo, nunca esqueci aquela frase (apesar de não compreender o seu significado) que os porcos repetiam constantemente.

Essa frase está cada vez mais presente na sociedade de hoje. O que eu não sabia era que, até no desemprego "todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros"...

Um aparte: eu não estou, de modo algum, contra estas iniciativas. O que me revolta é que não seja para todos...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Este post vai ser mesmo chato... (considerem-se avisados).




Em resposta ao comentário da Ritinha (como prometi) e dando continuação ao post anterior.



Durante mais de vinte anos, todos os meus verões eram passados na terra dos meus pais. Eu tenho um tio-avô que, todos os anos me vinha com a mesma conversa:

"Vais estudar muito para seres doutora advogada, vens viver para aqui e vais ser muito rica!"

Mas o que eu queria mesmo era ajudar as pessoas. Por isso, estudei muito mas não foi para ser "doutora advogada" como era sonho do meu querido tio-avô J. E também não fui viver para Cheires. Ora, a conjugação destes dois factores (não ser "doutora advogada" nem viver na terrinha) levaram ao que eu sou hoje (felizmente, muito feliz, apesar de hoje estar com maus - muito maus mesmo - fígados).

Quanto à minha oportunidade de ser rica deixei-a para o sr. doutor advogado lá da zona.

O Toni diz que os advogados são e passo a citar: "burros com boa memória".

(atenção: a citação é do meu Toni, não é minha, pelo que se a carapuça servir a alguém, não me chateiem)

Bem... não parece que sejam totalmente burros. Principalmente, os que decidiram ir exercer a dita profissão lá na terrinha. E, mesmo que seja burro... é um burro rico.

Senão, vejamos: todas as vezes que ligo para o escritório ou consultório ou seja lá o que aquilo for, "o Sr. Dr. está muito ocupado, tem três processos para terminar hoje" e amanhã? "Tem outros dois..." então em que dia? "esta semana vai ser muito complicado, blá, blá, blá".

(se o senhor doutor advogado for tão caro como consta... assim, numa estimativa por baixo... bem: burro não é com certeza ou se for é como disse acima: é um burro com muuiitos euros - que lhe façam bom proveito)

Eu sempre prometi a mim mesma que jamais me iria meter com semelhantes personagens. Infelizmente, os meus avós maternos faleceram e deixaram bens. Pois... partilhas!!! Que bom!!!

Resumo da história:

A irmã A confia na irmã B. A irmã B põe terras da irmã A em seu nome. A Irmã A descobre e pergunta ao advogado da família como pôde. Advogado diz que não tinha motivos para desconfiar da irmã B e por isso tratou de de tudo sem ter perguntado à irmã A. Irmã A pede a advogado para voltar a pôr tudo como estava ao que advogado responde que é quase impossível: demasiado moroso, demasiado dispendioso... "não contando com o pagamento dos meus honorários"(citando o Sr. Dr., numa conversa telefónica comigo). Irmã A aceita acordo injusto porque não tem outra alternativa. Acordo: Irmã B paga em 5 anos - com o dinheiro que as terras da irmã A produzem - um valor irrisório, vergonhoso para quem o vai pagar... necessário para quem o vai receber.

Ontem voltei a ligar para o Sr. Dr. Advogado... o de sempre: "muito ocupado, processos para fechar, blá, blá, blá"... É que não nos disseram mais nada e, como deve calcular, precisamos de saber como é que é... "Ah, porque a Casa do Douro ainda não pagou porque precisa de não sei quê... mas a sua mãe que não se preocupe que está tudo a ser arranjado!"

Estará? Pois, não sei... de drs. advogados, eu espero quase tudo.

O que eu sei é que o meu tio-avô sabia-la toda e eu não lhe dei ouvidos.

[se eu tivesse seguido os conselhos do meu tio-avô, eu como doutora advogada teria estado de Olho Bem Aberto em tudo e ninguém teria roubado ninguém... e a minha mãe não teria tido o desgosto da vida dela por causa da irmã e o meu pai não estaria a sofrer pela atitude do irmão]

ps. que #$%& de família...

#The Day After de Eduard Munch
 
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