Aqui está a minha vida...

... esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.

Cecília Meiréles

Mostrar mensagens com a etiqueta Sinto-me tão cansada.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sinto-me tão cansada.... Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Faltam 31 horas...

...para as minhas férias.

Sim, já conto as horas... devo parecer desesperada. E estou. Completamente. O meu corpo e a minha mente já estão em "modo automático" há muito. Ando a arrastar-me pelos dias, pela vida. Estou exausta.

[E estou... uma verdadeira chata. Já nem eu me aguento.]

Preciso de parar...

[o que eu quero mesmo é ficar completamente sozinha, não ter que fazer nada, poder estar em silêncio... só. eu. completamente só.]

Olho o relógio: faltam 30 horas e 40 minutos... para as minhas férias... está quase...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Sou areia fina...

areia. fina. escorre pelo crivo dos meus dedos...

momento de

l
u
c
i
d
e
z

esvai-se.

não sei. não sinto. não quero.

d
e
m
ê
n
c
i
a

d
e
c
a
d
ê
n
c
i
a
overdose de mim.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

No fim de tudo, dormir.*

Clarice Lispector diz que "perder-se também é caminho". Eu posso dizer que estou num caminho, se certo ou não, não me perguntem que eu não sei a resposta. O que sei é que há muito tempo que não me sentia, assim, tão perdida.

Hoje não adormeci tarde nem não acordei cedo. Simplesmente, não dormi.

Quando eu digo "esta noite, não dormi" não quero com isso dizer que dormi mal ou que estava sempre a acordar nem tão pouco que tive muitos pesadelos ou que foi uma noite muito inquieta. Não. Quando eu digo "esta noite, não dormi", quero dizer isso mesmo: não dormi, não cheguei sequer a fechar os olhos. Limitei-me a ficar 6 (ou seriam 7) horas a olhar para o tecto vazio da sala (hoje dormi, digo, passei a noite no sofá) a contar - não, não foram carneirinhos - as badaladas do relógio de sala da vizinha do lado (relógio horrivel, igual àquele que - apesar de avariado - ainda está na sala da dos meus pais, vá-se lá saber porquê).

O problema arrasta-se há muito: não dormi hoje, nem ontem... ou em qualquer noite da semana anterior. O pior é que a privação de sono afecta-me a todos os níveis. Não consigo racicionar, não consigo agir. E fico de mau feitio. Isto porque o meu fígado fica alterado e, como o fígado blá, blá, blá raiva, eu fico insuportável.

Não tenho paciência para nada. O meu senso de humor desaparece e eu encarno o elefante meu vizinho: ponho uma tromba no lugar da minha cara.

Se eu pedir muito, muito... mas mesmo muuiito... que não olhem para mim, que não me dirijam a palavra, que sequer se lembrem que eu existo... será que me fazem esse favor???

Pleeeaaase?....

Obrigada.

* Álvaro de Campos

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eu não sou tão triste assim...

...é que hoje eu estou cansada.

Clarice Lispector

Desde que descobri como controlar a minha doença, a minha maneira de olhar a vida mudou. Abençoada, é como eu me sinto. Como uma benção é como eu encaro cada dia da minha vida. Agradeço tudo o que se passou, o que está a passar.

Mas... hoje, sinto-me triste. Como um dia de inverno.

Por mais optimista que seja, há dias assim. Triste, cansada... desanimada. É o que eu sou. Agora.

Graças a Deus e ao meu regime alimentar não tenho dito dores. Em contrapartida, a fadiga tomou conta do meu corpo.

O problema é que não só o peso do mundo que me impede de ver o sol que brilha lá fora. A fadiga acorrenta-me o meu corpo, sim. Mas, a tristeza acorrenta-me a alma.

Hoje o dia está escuro, o frio entranha-se na minha carne. Vento, chuva forte. Um furacão abateu-se sobre mim. O mundo, à minha volta, está um caos.

E, o dia que não passa...

Quero dormir. Preciso dormir... e acordar só quando a tempestade passar.
 
Designed by Susana Lopes