Aqui está a minha vida...

... esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.

Cecília Meiréles

quarta-feira, 10 de março de 2010

Diário de Bordo


Quando leio os vossos comentários, confesso que fico sem palavras... eu só escrevo o que vai cá dentro, nada mais. Obrigada por estarem sempre perto de mim...

Mudei-me para aqui...


[não, não tenho estado a fazer suspense: a minha cozinha inundou-se! Obviamente, graças à croma aqui...]

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma última mudança...

...para completar a volta da vida.

Adorei estar por aqui... O meu refúgio tornou-se um cantinho onde eu me encontro com os meus amigos novos. Já não escrevo para mim, comento o que vai cá dentro com todos os que me visitam (e são tantos!).

Tudo mudou na minha vida: o meu estado de saúde,o meu regime alimentar, o meu emprego, a minha morada, os meus sentimentos... só falta mudar o meu blog.

[Desabafei tanto, por aqui...]

Por isso, sinto que na hora de mudar de cantinho. Este ficará, sempre, no meu coração...

domingo, 7 de março de 2010

Hoje foi um daqueles dias...





Este blog faz um ano.






Um ano e tanta coisa se passou... tanta que, muitas vezes, me questiono como foi possível, num só ano, a minha vida ter dado esta volta que deu.

Há, exactamente, um ano, quando criei este blog, eu era tão diferente.

[será possível alguém mudar desta forma?]


Este blog foi criado porque eu precisava de criar um mundo onde me sentisse segura. Longe de tudo e de todos. Onde pudesse ser só eu. Mais ninguém. Eu não queria falar, conhecer, confratenizar... com ninguém.

[aliás, no início, este blog era só para mim... aos poucos é que o tornei público, permiti comemtários, adicionei a aplicação seguidores]

Acabou por acontecer exactamente o contrário. Conheci uma miríade de pessoas lindas, criei amizades (daquelas raras, que só se conquistam com muitos anos de partilha)...

Hoje, foi um dia importante... [além de ser o primeiro aniversário deste blog] a minha mãe - que detesta fazer anos, que entra em depressão dois meses antes do seu aniversário, que nos proíbe até de proferir a palavra parabéns - fez uma festa para comemorar o seu aniversário.

Juntou a família e... foi bom. Muito bom mesmo... Há mais de dez anos que não acontecia algo assim.

Hoje, quando olhava para os meus priminhos, sentia uma mistura estranha de alegria e tristeza. Alegria porque eles estavam ali, lindos... grandes e tão lindos... tristeza porque não os vi crescer. Porque é que teve de ser assim?

Não interessa o que se passou. Já está passado. O que interessa é o que está para vir.

[hoje foi um daqueles dias que mexem comigo, emoções escondidas - lá fundo - vieram à tona, as feridas, fechadas com um sorriso... foi como se tivesse fechado um ciclo]

Acabaram os dias de doença, de inimizades, de dor (física e psicológica).

Hoje é um novo dia...

Parabéns... mãe, blog... e para mim...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Infelizmente...

...continuam a existir miúdos super populares por esse mundo fora. E continuam a existir vítimas desses miúdos.

Grave, muito grave mesmo, é a reacção das escolas, associações de pais e ministérios que insistem em "mergulhar" a cabeça debaixo de areia. Não sabem de nada... ou não querem saber.

[lembro-me de ter implorado ajuda, a um grupo de professores... naquele dia, eu tinha conseguido fugir, mas a minha amiguinha - éramos tão pequeninas - ainda estava nas mãos deles: os professores nem olharam para mim, seguiram sempre em frente, em alegre tertúlia]

Os especialistas dizem que a grande maioria das crianças vítimas destas outras crianças [monstros] não apresentam queixa. Para quê, haveriam elas, apresentar queixa? Neste país? Onde as crianças não são ouvidas, onde as mulheres vítimas de maus tratos são obrigadas a abandonar as suas casas e a viverem escondidas, onde os velhinhos... nem sequer têm como fugir a isto tudo...

Fazer queixa?

Enquanto existirem pais que dizem que nada sabem e professores que não querem saber, continuarão a existir meninos e meninas que, por certo, rezam todas as noites, implorando que a terra pare, que não amanheça nunca... para que não tenham que ir à escola, para que não tenham que se entregar, indefesos, a estes pequenos monstros.

Pequenos monstros que até têm muita gente ao seu lado... no caso deste menino a própria Associação de Pais nega conhecimento de existências de violência e, para ajudar, o silêncio da escola.

[silêncio, tipo, vamos fazer tudo por tudo para não mexer na m* que ela, mais dia menos dia, deixa de cheirar mal]

A Beatriz teve sorte com os pais... mas, segundo a SIC, vai ser alvo de um processo disciplinar (???). Um processo disciplinar...

Digam-me lá: isto deve dar um gozo àqueles monstrinhos...

[se isto fosse com um filho meu, eu acho que era capaz de algo mesmo muito repreensível por parte da sociedade... mas, essas criançinhas - que são o que existe de melhor no mundo (dizem) - não se ficariam a rir. Nem os pais, nem a escola... nem eu... Mas, é o meu filho e se eu não permiti que repetissem, o que fizeram comigo, com a minha irmã, jamais permitira que fizessem fosse o que fosse com um filho meu... não, sem uma resposta à altura]

Sim, eu sei que a violência não resolve nada...

[ou até resolve: um dia, não sei muito bem o que me deu, depois de ser humilhada na aula de matemática, dei uma porrada a um deles... a partir daí, era Susaninha para aqui, Susaninha para ali... um verdadeiro amigo que não me largava]

Estas situações tiram-me, completamente, do sério. Custa-me tanto ver tudo isto... só quem já passou por uma situação como esta sabe que estas marcas ficam, para sempre, marcadas ferro na nossa alma.

Há dois dias atrás, morreu um menino... pior, o desespero foi tanto que ele decidiu acabar com tudo.

Há dois dias atrás, um menino de 12 anos suicidou-se...

[nem todas as crianças são o melhor do mundo... muito pelo contrário, são verdadeiros monstros a abater e não me venham cá com moralismos, que não se deve sequer ter pensamentos desses... porque se fosse o vosso filho que estivesse perdido nas águas do Tua, também pensariam assim]

quinta-feira, 4 de março de 2010

A mãe da autora deste blog está de parabéns!!!

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A minha mami está de parabéns! Muitos aninhos [não digo quantos, senão ela...] com um visual novo que lhe fica todo giro!

Muita coisa tem mudado, nestes últimos anos... e estás cada vez mais bonita! E, que és a melhor mãe do mundo, isso já todos sabem...

Parabéns, minha mãe tão quida, que eu adoro de paixão!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quando eu mudo em mim...

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...o mundo muda para mim.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os técnicos dizem que o elevado número de vítimas na Madeira deveu-se muito à incúria de algumas pessoas que queriam fotografar, filmar...

...esta tarde, a protecção civil alertou para a iminente inundação no Douro. Segundo as notícias, centenas de pessoas deslocaram-se à marginal da Régua. De pé, sentados em cadeiras de esplanada, uma multidão esperava a inundação. Até os vendedores dos famosos Rebuçados da Régua lá estavam.

[mas o que é que se passa na cabeça desta gente?]

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Espelho meu, espelho meu...


Infelizmente, eu não sou uma pessoa vaidosa. Eu não tenho paciência para limpezas de pele, cremes, maquilhagem, unhas xptoz, cabeleireiro...

Cabeleireiro. Detesto ir ao cabeleireiro. Muito. Desde a primeira vez que fui e que me queimaram o cabelo todo ao ponto de ficar loira. Sempre que ia ao cabeleireiro, saía de lá sempre triste, desapontada. Parece que eu tenho um imã que atrai os piores profissionais que existem nesta área! Por isso, é tão raro lá ir. Só vou quando tem mesmo que ser.

Estou a passar por uma fase dessas, do tem mesmo que ser. Está bem, vamos lá...

Entrei no salão às 10h40. Saí às 16h50. Gastei... bem... não digo porque, para mim, esse valor chega a ser pornográfico [e logo eu, que sou o que de mais parecido há com o Tio Patinhas, no que diz respeito a gastar dinheiro comigo e em coisas que eu considero fúteis].

Então, vocês pensam: seis horas e um valor pornográfico depois, deves estar o máximo!

Pensam errado. Muito errado... errado com apontamentos de laranja, amarelo e vermelho. Sim, o meu cabelo ficou às cores. E, o mais engraçado foi a reacção da cabeleireira: lindo, ficou lindo!!!

Lindo.

Tudo começou com uma ondulação. Depois, a coloração. Depois, as madeixas. Depois... mais tinta? Sim, eu sei o que estou a fazer! Pois deve saber... e venha de lá mais um corte, muita escova, secador et voilá! Parecia que uma galinha tinha vomitado para cima da minha cabeça, para não falar no estado em que ficou cada fio de cabelo, parece palha de aço [daquele fininho que se usa para alisar os tachos].

Eu estou a passar uma fase dessas, do tem mesmo que ser. Custava muito ter tido sorte com a cabeleireira, só desta vez???

[custava???]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pelos caminhos de Lisboa...

Nascida e criada em Lisboa. Conheço todas as ruas, ruelas, perpendiculares e paralelas, atalhos e corta-matos. Antigamente, eu costumava-me "safar" muito bem em Lisboa...


Costumava.

Pois... porque parece que já não me safo. Eu tinha que ir à Rua Braancamp e à Rua Castilho. E fui. Mas muito a custo... como se eu não conhecesse tudo aquilo como a palma da minha mão [afinal, já fui uma espécie de "guia turística" quando trabalhava como assistente de bordo, na Trantejo].

Apanhei o autocarro e saí no Marquês do Pombal. Voltas e mais voltas lá dei com a Rua Braancamp que, só por acaso, ficava mesmo ao lado da paragem de autocarro, onde eu saí. Pois...

Chovia tanto. Granizo!!! E a boa da filha mais velha do meu pai, que tinha que ir à Rua Castilho, lá começa a descer a Avenida da Liberdade. Para agravar a situação, meteu-se por atalhos e lá se perdeu, nas perpendiculares à dita.

Cheguei-me ao pé de um polícia e perguntei-lhe pela rua que procurava. Este olhou para mim, de alto a baixo e com um sorriso - que até parecia ligeiramente preocupado - lá me disse que é já ali... mas olhe que está a chover tanto que não se vê nada e está toda molhada, é melhor esperar que passe. Claro que aqui a impaciente não esperou.

Quando, finalmente, cheguei à Castilho - número um, para ser mais exacta - descobri que o edifício que eu queria era o... 75 (!!!!). Burra.

Toca a subir a Rua Castilho, paralela à Avenida da Liberdade, que tinha acabado de descer. E chovia. Muito... e o raio do granizo dói!

Subi e subi e subi... o raio da rua não tinha fim. Olhei para o lado: o Marquês do Pombal [a rir-se de mim, com certeza].

E continuei a subir até que lá encontrei o número 75. Ah... mas não é aqui... deram-lhe a morada errada [wtf???] Desculpe? É na rua ao lado, na Augusto Aguiar.

De novo na rua... mas a Augusto Aguiar fica a quilómetros daqui... a mulher deve ser louca [aqui eu já estava tão cansada, toda molhada... de saltos altos(!!!) que já praguejava].

Acreditam em Guias e Anjos de Guarda? Foi o que me valeu. Alguma coisa me disse olha para cima e eu olhei... Rua Joaquim Augusto Aguiar... ah! não é o António?! Também há o Joaquim e eu não me lembrava!

Antigamente, eu costumava-me "safar" muito bem em Lisboa...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

...the rain is gone...

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Johnny Nash

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

...



É no momento em que dizes "há vinte anos atrás, quando eu tinha 17 anos..." que te dás conta que estás a ficar... velhinha (!?)...



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Este blog não entra em politiquices...


No dia seguinte às eleições, o meu pai pergunta-me se fui votar. Não. Então, depois não te venhas cá queixar. Está bem.

Eu sempre gostei muito de política. A primeira campanha em que participei foi há décadas. Salgado Zenha... porquê? Sei lá... tinha onze anos. Só sei que não havia um tempo de antena, um debate, uma notícia que me escapasse. Atenta, absorvia tudo o que o meu candidato de eleição e todos os seus adversários discutiam. Na minha inocência, própria da idade, tentava compreender os diferentes pontos de vista, tentava perceber o que seria melhor para o meu país. Lembro-me de estar na escola e correr, aquando dos intervalos, para os portões para ver passar a comitiva barulhenta do meu candidato favorito.

Trinta e muitos anos depois, tudo isto me irrita... porque não consigo ver uma alternativa para o meu país. Sei que ele se está afundar... e que eu nada posso fazer.

Podias ir votar...

Poder, podia. Mas... em quem? No ano passado, foram horas e horas passadas a ver tudo o que eram campanhas, debates, programas de informação sobre as propostas dos vários partidos... e nada. Nada, nem ninguém. Este país está paupérrimo, no que diz a respeito a Pessoas credíveis com Vontade de Mudar alguma coisa. Votar em quem? Em quê... para quê?

Sempre considerei que Votar era um acto de muita responsabilidade que é mais que um Direito, é um Dever. Poderia votar em branco e mostrar a minha indignidade perante o poço em que os nossos políticos nos estão a afundar... podia.

Não, não votei. Nem em branco... nesse dia, não saí de casa, sequer.

[senti-me um pouco mal por não o ter feito, confesso... mas, depressa esse sentimento passava, porque a pergunta repetia-se: em quem?]

Uma vez que não votei, não me sinto à vontade de criticar este ou aquele partido. Este ou aquele deputado. Este ou aquele...

[até porque para mim, não há assim grande diferença entre eles]

Este país está moribundo e a classe política está-se a marimbar para isso...

E, eu... não posso reclamar. Sim, pai... não posso, porque não fui votar, já me disseste.

Mas... se há coisinha que me faz espécie são comentários como aqueles que oiço no Opinião Pública - na SIC Notícias: "Ai, coitadinho do Sr. Sócrates, que é tão bonzinho e que ninguém o deixa em paz" e tal. "Isto é tudo uma mentira para sujar a reputação do Sr. Sócrates -coitadinho - que tem feito tanto pelos portugueses"

Pois é. São estas pérolas que fazem desvanecer os poucos remorsos que, ainda, teimam em persistir por não ter ido votar. Não só os candidatos não valiam a caminhada, nem o tempo que teria de dispensar (de Sete-Rios, onde morava, a Queluz, onde está a minha mesa de voto)... tão pouco o povinho português, que insiste em andar com umas palas em frente dos olhos, tais asnos, atrás da cenoura prometida que jamais irão alcançar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Abro mão da Primavera ...

Quero apenas cinco coisas…

Primeiro é o amor sem fim

A segunda é ver o Outono

A terceira é o grave Inverno

Em quarto lugar o Verão

A quinta coisa são teus olhos

Não quero dormir sem teus olhos.

Não quero ser… sem que me olhes.

Abro mão da Primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Jaquinzinhos com Arroz de Grelos



Ora aqui está um jantar tipicamente português... já não fazia este prato desde que iniciei a minha dieta.








O Toni disse que estava bom. A mim, soube-me bem...






[as fotografias roubadas carinhosamente de um dos meus blogs favoritos: Cinco Quartos de Laranja... lá come-se muito bem]

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eis o Gervásio...



[Obrigada, Fê!]

Eco-Lixeira ou como as pessoas não conseguem fazer aquilo que o Gervásio consegue...





Tenho três lixeiras a céu aberto perto de minha casa. Quero dizer, ecopontos. Mas, lixeiras.




Sempre que venho das compras, a mesma rotina: desempacotar, arrumar e tratar de quilos de embalagens que, quando não posso reutilizar, separo para a reciclagem. Ora, até aqui a rotina até se faz bem. O problema vem mais tarde...

Munida de três sacos - com plásticos, vidro e papel - lá vou eu até ao ecoponto. E eis o que encontro... uma autentica lixeira! E, o pior... nota-se que os contentores estão completamente vazios.

Ora, eu cá com os meus 148cm, um verdadeiro nanico de gente - quase pigmeu - dou voltas e mais voltas, estico-me toda... e nada. Não chego a nenhum contentor. Mas, eu recuso-me a ser uma badalhoca (perdoem-me, mas este é o adjectivo que mais se adapta àqueles que fazem o que o Gervásio, com certeza não faria, que é deitar os sacos lá para o monte). Então, lá volto eu - quase anã - a esticar-me como se fosse qualquer coisa feita de borracha.

Sujei-me toda. Porque caí no meio daquela nojeira imensa, as minhas mão tocaram nos contentores cheios de gordura e outras porcarias (eu ia escrever outra coisa, mas desisti a tempo...). E, todos sabem que eu sofro de uma patologia muito chata que me obriga a estar sempre a lavar as mãos, a desinfectar-me, a limpar tudo... a fugir a sete pés de tudo o que é imundice, por isso, imaginem como eu fiquei.

Ora... o fígado. Pois, o fígado. O tal fígado!!! Desatei a praguejar, furiosa no meio da rua. Não é possível: esta cidade transformou-se numa lixeira autorizada! E ninguém faz nada!!! Sem ser os desgraçados dos empregados da câmara que lá vêm, sempre que podem, limpar os que os porcos* sujam. É ser tãããão frustrante...

Ora vamos lá ver se nos entendemos: se um macaco consegue... será que é assim tão complicado uma pessoa acertar com a porcaria do contentor???

[*os porcos que me perdoem, eu sei que são muito mais limpos que o ser humano, tal como os macacos são muito mais inteligentes...]

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ontem o meu pequeno almoço...







...foi diferente,
patrocinado pela
minha querida ...








Aliás, todo o meu dia - que foi fenomenal - foi patrocinado pela minha amiga. Passeámos, conversámos, almoçámos* ... já não estávamos juntas há algum tempo. Juntas, fisicamente, claro.

Porque estamos sempre juntas entre um Voo e o outro...

Obrigada, amiga querida: pelo Crepe de Frutos Silvestres e Gelado de Framboesa, pela companhia, pelas palavras amigas... por estar sempre aí... mana do meu coração.

[O almoço foi Arroz de Cabidela, que eu cá, já que é para tirar a barriguinha de misérias, que seja em grande]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Acabei de saber que...



...mais um amigo alcançou a meta!
Parabéns, Ricardo!
E muitos pastéis de nata!!!

Alguns comentários davam um post...


O que eu escrevi aqui suscitou muitos comentários os quais desde já agradeço.

Cada vez acredito mais que, por melhor que seja o tratamento, a cura não é possível se não existir uma atitude positiva perante a vida, perante a doença, perante nós mesmos.

Existem pessoas que mal começam um tratamento já estão a dizer que com elas, esse tratamento não irá resultar. E não resultará, garanto. Pode até piorar...

Eu melhorei consideravelmente com a dieta pobre em polisacarídeos (aka dieta sem amido). Mas faltava algo em mim que não me deixava dar o passo em frente. Estava a tão pouca distancia da meta...

Faltava-me qualquer coisa que eu não sei muito bem explicar o quê. Acreditar, talvez?

Sim... porque Acreditar é a diferença entre a doença e a saúde, a vida e a morte. Mas, acreditar em quê e o mais importante, acreditar... como?

Os livros de auto-ajuda ajudam-nos a perceber que essas respostas estão dentro de nós. Ajudam-nos a compreender que são necessários passos extra, para chegar a determinado destino. Cabe a cada um, olhar para dentro de si mesmo e descobrir quais os passos que faltam para chegar lá.

Se é fácil? Se fosse, que vitória celebraríamos?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Start again with the sun...

Hoje é um bom dia para começar tudo de novo...
o Sol brilha tanto...
e está tão quentinho.

[vou continuar com as minhas limpezas... é uma espécie de limpezas de Primavera antecipadas. Pode ser que assim, a Primavera chegue mais cedo.]

sábado, 30 de janeiro de 2010

Blog da Semana

Mulher, mãe, amiga... uma comum mortal. É assim que Atena se descreve. Eu prefiro usar outros adjectivos: forte, generosa, persistente, corajosa... e capaz de um Amor que nos contagia e nos faz render.

Peso dos Sentidos fala-nos de uma mãe, de um filho e de uma causa, o Autismo.

Eu não posso falar sobre este tema porque pouco sei sobre ele. Dizem que são seres especiais. Uma coisa eu tenho a certeza... depois de conhecer o pequeno Vasco, através das palavras de sua mãe, este menino é especial, sim. Mas, também a sua mãe o é.

Este é um blog a visitar diariamente. Eu visito e não há dia em que não saia com uma lágrima teimosa e com um sorriso cheio de ternura.

Obrigada, Atena por partilhar connosco tanto que tem aprendido, que tem vivido, que tem amado.

E um beijinho ao Vasco...

["O Luizinho é castanho e cheira a chocolate" - disse o Vasco de um amiguinho. Ora digam-me: haverá algo mais... que estas palavras?]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Isto deve significar alguma coisa...

As minhas séries televisivas favoritas (sem as quais eu não passo, cujos episódios são gravados e vistos várias vezes, onde eu absorvo palavra por palavra, mesmo que tenha que fazer rewind vezes se conta para entender este ou aquele procedimento) são:

E.R. Serviço de Emergência

Anatomia de Grey

Hospital Central

Clínica Privada

Dr. House

Trauma

Mercy

Das duas uma, ou eu fui médica na minha vida passada... ou fui morta por um.

[By the way... ontem vibrei com uma cirurgia ao cérebro num paciente com Neurocisticercose, lindo, lindo, lindo...]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ice Age




Recuso-me a tirar a neve do meu blog,
enquanto este frio continuar...


[opá, e a minha cama que estava tão quentinha...]

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ter Lua em Escorpião (ou a cabra que há em mim)

@

Ontem, bani três membros do fórum. Há muito que eu o deveria ter feito porque há muito que andavam a exagerar. Não. Abusar é a palavra certa.

O gosto muito da palavra Respeito, prezo-a desde menina. Mas eu só respeito quem me respeita. Eu não tolero faltas de respeito a ninguém, tenha a idade que tiver.

Há muitos anos atrás, um senhor, já de uma idade considerável, foi extremamente mal educado para mim. Estávamos no autocarro... eu tinha para aí os meus 14 anos (?). Eu olhei para esse senhor e disse-lhe, muito calmamente, para ele mudar o tom de voz. Disse-lhe ainda, que era uma pessoa que respeitava tudo e todos, menos aqueles que me faltassem ao respeito: fossem quem fossem, tivessem a idade que tivessem. Lembro-me tão bem da cara dele, como se tivesse sido ontem. Olhou para mim, olhou em volta para as pessoas que olhavam para ele , carregou no botão para sair e saiu na paragem seguinte.

É assim que eu sou. Quem gostar gosta. Quem não gostar... põe à beira do prato, como diz a minha mãe.

Também me considero uma pessoa bastante tolerante. Há quem diga que eu sou tolerante demais. Provavelmente, têm razão. O problema pode até residir aí: no ser tolerante demais. Porque, a partir do momento em que eu deixo de ser tolerante, sou totalmente o oposto.

Numa linguagem mais grosseira mas com uma imagem mais explícita: podem-me pisar os calos até fazer sangue que eu cá sou muito boazinha... mas se eu viro, saiam da minha frente. Cai tudo. Não há qualquer tipo de volta dar. No dia em que eu perco a cabeça a sério com alguém, essa pessoa passa a conhecer a Outra Susana que há cá dentro - nada simpática, muito menos boazinha: uma verdadeira cabra. E quanto ao respeito... deixa de existir qualquer tipo de respeito pela pessoa em causa, passa a haver muito desprezo.

Eu sou assim. Se gosto de ser como sou? Não. Não gosto mesmo nada. O problema é que eu tenho a minha Lua em Escorpião. O que faz com que eu seja uma verdadeira cabra para quem é uma verdadeira cabra para mim. Poderia ser pior, mas graças a Deus tenho Júpiter em Trígono a Vénus e em Sextil a Neptuno e Lua Sextil ao Nodo Lunar. Isto traduzido por miúdos, significa que eu sou de natureza agradável e afável, de bom coração. E, quem me conhece sabe que eu sou assim. Quando eu gosto, gosto muito e podem contar sempre comigo para o que der e vier.

[agora, quando não gosto...]

Os membros que foram banidos (eu prefiro a palavra expulsos) do fórum, não sabiam o significado da palavra Respeito. Desrespeitavam tudo e todos. E isso, para mim é inadmissível. Avisei-as por várias vezes, ao longo de dois anos. Mas, as senhorinhas insistiram. Ontem, tiraram o dia para me ofenderem até ao obsceno.

Puseram em causa a minha palavra. Chamaram-me de mentirosa. Munidas com a sua ironia de quinta categoria, atacaram-me. Ora... eu cá detesto que me chamem mentirosa (e que usem a minha figura de estilo preferida de uma maneira tão incompetente). Eu tenho uma miríade de defeitos, mas há uma coisa que eu não sou: mentirosa.

Estas pessoas são pequeninas. De espírito. São pessoas mínimas que existem para minar a esperança, a fé, a vontade dos que as rodeiam.

Minhas senhorinhas: se o vosso desejo é continuarem a viver nesse rol de lamentações, às custas do subsídio de doença (aka baixa médica) com a esperança de virem a usufruir de uma reforma antecipada, por mim, estão à vontade. Mas... façam-no longe de mim. E das pessoas que querem Viver para além da doença e da atenção que recebem à conta dessa mesma doença. Nós não precisamos da vossa desmoralização constante nem da vossa mesquinhez típica de quem existe, única e exclusivamente, para ser amarga e semear amargura por todo o lado, só porque sim. Façam um favorzinho: mordam a vossa língua de cobra e envenenem-se a vós próprias. A Humanidade agradece.

Agora, vou-me mas é por à minha vida... tenho toneladas de roupa para passar a ferro e já perdi demasiado tempo com nada.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A todos os que andam por aí...

...a dizer que eu estou curada porque fui mal diagnosticada e nunca tive a porcaria da doença que tive...



Por vezes, questiono-me se
as pessoas são mesmo assim
ou
se terão que fazer algum esforço...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Hoje assisti a algo... sem comentários.

Hoje cedo, quando fui à janela da cozinha, para estender a roupa, vi um carro de patrulha estacionado em frente da Junta de Freguesia. Dois polícias entravam e saíam da Junta, sempre falar pelos comunicadores (opá, eu não sei o nome daquelas coisas que eles usam para falar uns com os outros, mas deve ser algo parecido com comunicadores). Faziam uma pequena ronda e voltavam a entrar na Junta.

Deve estar a acontecer alguma coisa... pensei eu. Eis que chega um segundo carro de patrulha. Mais dois polícias. Juntaram-se e começaram a falar uns com os outros. Seguiram para dentro da junta e lá ficaram algum tempo. Olhei em volta, parecia tudo normal. As pessoas continuavam a entrar e a sair do edifício, como nada se passasse. Mas... num país onde não há lei nem roque, quando se vê dois carros de patrulha e quatro polícias (4, sim, eu disse 4), só pode estar a acontecer algo de muito errado.

Saem do edifício e conferenciam uma última vez. Separam-se dois a dois. Um deles mete a mão ao bolso de trás... uma pistola? Não: um bloco de papel.

Neste país, onde não há lei nem roque, quando se vê dois carros de patrulha e quatro polícias, nada de grave se passa. Estão somente a passar multas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sinto-me...


...assustada.

Eu sempre gostei de trabalhar. Comecei cedo. Adorei cada emprego que tive. Vivia para o trabalho. Era uma verdadeira adicta. Uma workaholic.

Deixei de trabalhar em Março de 2006. Já não conseguia mais. Voltei ao trabalho em Maio de 2008, mal a minha doença me deu tréguas. Mas... não fui para um trabalho "normal". Com pessoas. Pessoas crescidas... digo. Há quase dois anos que trabalhado com pessoas pequeninas. Aprendi, não só a tratar delas, aprendi a amá-las.

Esta última semana não tem sido fácil para mim. Mas, descobri que não é só o facto de deixar os meus pitocos que me está a deixar assim. A partir do próximo mês, eu vou voltar a trabalhar com pessoas crescidas. E isso, está a deixar-me assustada.

Eu gostava muito de socializar. Eu era daquelas que estava sempre a sorrir, com quem todos podiam contar, que nunca se queixava. E, por isso, muitos foram os que abusaram. Que me fizeram sofrer, ao ponto de cair no esgotamento que despoletou a minha doença.

Hoje, estive mal o dia todo. A minha vesícula não me deixa em paz, há cerca de uma semana. Tirei a tarde, vim para casa e deitei-me. Estava exausta. E chorei. Muito.

Porquê? Afinal: eu estou curada de uma doença dita incurável, tenho os meus amigos, a minha família, o meu Toni, a minha Luna e o meu João. Vou começar uma nova etapa. Escrever um novo capítulo no livro da minha vida...

Então, porquê? Porque eu estou com medo. De enfrentar o mundo lá fora. As pessoas crescidas. As pessoas crescidas conseguem ser muito más, de vez enquanto...

Estou com tanto sono... vou dormir.

Até amanhã...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Porque é que a Indústria Farmacêutica ainda não está no Haiti???

Existem muitas outras questões que eu gostaria ver esclarecidas mas esta é, sem dúvida alguma, a que me incomoda mais.

[Devem estar demasiado ocupados a contar o dinheiro que ganharam com a sua mais recente farsa e a pensar em qual será a seguinte.... afinal, ainda existem muitas letras no alfabeto que não foram aproveitadas para baptizar vírus. Enquanto isso, resta-nos assistir, impotentes, à morte muitas vezes extremamente dolorosa de tantas crianças, de tantas mulheres, de tantos homens... Eu sei que estão lá inúmeras pessoas que deixaram tudo para trás para irem ajudar, não obstante, as Outras - as que podem realmente fazer a diferença (não só a Indústria Farmacêutica, como o Vaticano e por aí...) - nada fazem. E, por causa dessas outras, Humanidade mete-me nojo.]

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ando a falar tanto em mudanças... venha de lá mais uma... a derradeira.


Os meus planos, para este ano, passavam por uma mudança de emprego. Lá para Setembro, quando o meu mais velhinho entrasse para a escolinha. Decidi que só iria continuar com as crianças até lá. Porque estava na hora de mudar. Não porque eu tenha deixado de gostar de estar com eles, muito pelo contrário. Mas por uma série de razões que me levaram a esta, tão difícil, decisão.

O meu mais velhinho conseguiu a última vaga de um infantário mesmo ao lado da casa dele. Mas, não é para entrar em Setembro. É já para o início de Fevereiro. Daqui a quinze dias.

Falámos com os pais dos outros pitocos e, também, eles estão encaminhados.

Quinze dias. Daqui a quinze dias, vou ficar sem os meus pitoquinhos... já sinto tanto a falta de cada um deles...

Cada um, tão especial...

Esta foi uma experiência linda que eu adorei e dou graças por tê-la tido. Aprendi tanto com os meus bebés...

Não vou dizer que foi sempre fácil. Tomar conta de crianças, não é fácil. Lidar com alguns pais é, ainda menos, fácil (sim... os pais conseguem dar muito mais trabalho que os bebés). Mas, adorei cada dia, cada momento que estive com os meus pitocos. As vitórias deles eram as nossas vitórias, as suas alegrias, as suas tristezas, os seus medos... nossos, também.

Como irei preencher o espaço enorme que ficará vazio no meu coração? Sem a minha princesa, o meu mais velhinho, o meu gôdo...

A mudança é...

domingo, 10 de janeiro de 2010

É preciso namorar...



Namorar é estar bem com a vida,
sorrir o sorriso da criança…

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Obrigada a todos pelos vossos comentários




Tal com disse no título do post anterior,
ainda não estou em mim.
Tudo tão... que nem sei.





O que eu sei é que ontem, o meu almoço foi uma canjinha de galinha e o meu jantar foi um creme de abóbora, cenoura e batata. Também "roubei" uns palitos de batata frita ao Toni e está tudo bem.

Cada vez mais acredito que tudo depende de nós. Contudo, não sou da opinião que todas as pessoas têm que conseguir fazer exactamente o mesmo caminho. O que importa é a meta. Alcançar a meta. Como foi feito o caminho? Isso o que interessa? Só a meta...

O segredo está em nós. A resposta está em nós. Há que procurar, ir ao nosso íntimo e querer muito.

Se a resposta está numa dieta, numa injecção ou no nosso subconsciente, isso é pouco relevante. Importa encontrar a resposta, seja ela qual for.

[o livro que eu li: O Segredo de Rhonda Byrne]

Um beijo de muito obrigada por tudo... meus queridos amigos: eu adoro-vos e sem vós nada disto teria sido conseguido.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu ainda não estou em mim... que maneira de começar o novo ano, a nova década...


Algo se passa, cá dentro, que ainda me custa a acreditar... estou curada. Assim, sem mais nem menos. De um dia para outro.

Sim. É... é isso mesmo.

Como?

Tudo começou há dois anos, com uma simples dieta. Milagre, a minha mãe chamou-lhe. Sim, foi um verdadeiro milagre.

Os meus amigos e familiares insistiam no coitadinha, não podes comer quase nada, eu insistia que antes assim que na cama a delirar com dores.

Agradecia e, ainda agradeço, todos os dias por ter descoberto esta dieta.

Durante dois anos, segui este regime alimentar... gostaria de dizer, religiosamente, mas tenho problemas de gula. E, por isso, de vez enquanto, lá ia eu à cama.

Os últimos meses estavam a ser um pouco preocupantes, pelo menos, para as pessoas que me rodeavam. A minha intolerância alimentar aumentava consideravelmente. A lista de alimentos permitidos diminuía drasticamente. Não sabia o porquê, mas também não me preocupava muito. O que verdadeiramente interessava é que eu estivesse sem dor.

Mais ou menos, há uns três meses atrás, o meu pai encontrou na rua, um livro. Sim... mesmo assim: na rua, no chão. Novo. Via-se que estava por estrear. E trouxe-lo para casa. Olhei para ele. Ah... eu já mandei esse livro a todas as minhas amigas, por e-mail e dizem que é interessante, mas eu nunca o li. Nem sequer peguei nele.

Nas semanas seguintes, entrava no quarto da minha mãe, lá estava o livro. Na sala, na cozinha... e até na casa-de-banho. Mas, eu olhava para ele e mais nada.

Um dia, estou no quarto das miúdas e, enquanto falo com elas, pego no livro. Abro-o à toa. Leio. Mas é isto mesmo... a resposta que eu estava a precisar, neste momento. Nesse dia, estava com um problema que eu não conseguia resolver e, por muito incrível que possa parecer, o livro ajudou-me a resolvê-lo.

Voltei a colocar o livro onde estava. Nunca mais olhei para ele.

Até que umas semanas mais tarde, voltei a dar de caras com ele. Sim, dar de caras é a expressão correcta, uma vez que ele estava na prateleira que eu estava a limpar.

Desta vez, olhei para ele com olhos de ver, diferentes dos olhos que olham. Levei-o para casa. Li-o todo. Desde a primeira até à última página.

Demasiadas perguntas, as que me ficaram na mente. Será?...

E, porque não? Se formos mesmo ver... ora: todos os grãos têm amido. O chocolate é um grão... e não nos faz mal. O arroz, tem um índice de amido altíssimo... e não nos faz mal.

Isto ficou-me na cabeça, dia e noite. Porque é que uns polissacarídeos (aka amido) fazem mal e outros não? Têm todos a mesma estrutura molecular. Pois têm. Mas alguém disse que era assim e eu aceitei. Uma outra coisa... a fruta provoca-me dores incríveis mas toda a gente que eu conheço tolera fruta... mas, no livro de Carol Sinclair, vem um alerta para a fruta: se for colhida antes de estar madura, o processo de conversão de amido para frutose pára.

Nessa mesma semana, bebi uma garrafa de leite com chocolate da Ucal. [Eu adoro leite com chocolate da Ucal]... nada.

Na semana seguinte, um pastel de nata...

Nada. De nada.

Uhm... isto é mesmo muito estranho. Até há duas semanas atrás, nem um comprimido com amido eu tolerava...

[tive que tomar um anti-histamínico por causa da rinite e nem me quero lembrar do que se seguiu....]

No dia de Natal, a mesa estava linda... como está sempre, que eu e a minha mãe adoramos passar a véspera de Natal na cozinha. Uma parte da mesa estava reservada só para mim: miminhos sem amido. Todo o resto da mesa, o normal de uma mesa de Natal: filhoses, rabanadas, sonhos, azevias, coscorões, arroz doce, aletria, bolo-rei... e um magnífico bolo de chocolate. De brigadeiro, para ser mais concreta.

Era manhã... a Ana estava sentada ao meu lado. Cortou uma fatia. Roubei-lhe a fatia e comi-a. Soube-me tão bem... todos olhavam para mim com aquela cara de coitadinha, nós entendemos-te mas e agora, como vai ser o resto da semana?

Foi bem, muito obrigada, mas não era necessário tanta preocupação.

Na noite de fim-de-ano, comi dois [dos famosos] pastéis de bacalhau da minha mãe. E chorei. Sim, os pastéis estavam mesmo bons de comer e chorar por mais, mas não foi por isso que me vieram as lágrimas aos olhos. Foi pela constatação de tudo estava bem.

Agora. Sim. Tudo bem.

O pão voltou ao meu pequeno-almoço, tal como o leite. Não, não estou a abusar. Continuo com a minha dieta, até porque eu continuo a achar que este regime alimentar é o grande e derradeiro passo para o tratamento desta e de outras doenças. Só estou a introduzir alguns alimentos porque... sei lá!

Porque quero. Porque, como eu disse acima, sofro de gula. E porque preciso de voltar a sentir-me uma pessoa normal. E porque todas as pessoas que me rodeiam estão felicíssimas pela minha cura e gostam de me ver a comer com elas, novamente.

E porque eu estou curada.

E porque eu mereço.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O meu ex-noivo [que me abandonou muito antes de chegarmos ao altar] está de parabéns...

[Que idade teríamos? Uns quatro, cinco anos? Que saudades daqueles tempos em que a nossa única preocupação era brincar de manhã até à noite...]

Parabéns, meu querido amigo... este ano, a tua prenda é mesmo muito especial. Ainda demora uns meses a chegar... mas quando chegar: que presente magnífico... tanta felicidade. E é isso mesmo o que eu te desejo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Receita do Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

31 de Dezembro de 2009





Uma vez mais se constrói
a aérea casa da esperança
nela reluzem alfaias
de sonho e de amor: aliança.

Carlos Drummond de Andrade






Hoje é o último dia do ano. Tanta água passou de baixo desta ponte... tanto que mudou, a minha vida.

Pessoas que partiram, pessoas que desistiram. Castelos de areia construídos, destruídos. Chorei. Mas, tudo passa. E... passou [ou, ainda está a passar].

Pessoas que chegaram. Pessoas que ficaram. Vitórias alcançadas. Sonhos realizados. Alegrias vividas [e, que ainda se estão a viver].

Amanhã é dia de a partir de hoje...

Feliz Ano Novo...

sábado, 26 de dezembro de 2009

A minha princesinha faz dois aninhos!

Parabéns, meu Amor...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dia de Natal


Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!

E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.

É dia de Natal.

Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.

Glória a Deus nas Alturas.


António Gedeão

***

Hoje é Dia de Natal... está na hora de Ser mesmo Natal.

Feliz Natal para todos...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

No Natal, a minha prenda eu quero que seja...

...uma fonte de chocolate,
uma fonte de chocolate,
uma fonte de chocolate...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hoje é dia de festa...

...parabéns, querido pai (o melhor do mundo, claro)...

Esta fotografia foi tirada este ano, na Costa da Caparica, lembraste? Foi no dia em que fomos fazer aquilo que sempre quiseste: andar no comboio que liga as praias da Costa. Foi dia fantástico, não foi?

Felizmente, temos muitos dias fantásticos para recordar... e muitos outros virão!

Parabéns, meu tão querido papi!

[Estou a torcer para que recebas o presente que tão queres: a vitória do teu Porto... boa sorte!]

sábado, 19 de dezembro de 2009

A Nossa Árvore de Natal

Hoje, eu e o Toni fizemos a nossa árvore de Natal.
Achamos que ficou linda!

E... vocês? O que acham?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quero é viver

Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer

António Variações

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Diz que está uma espécie de frio...

Passando por duas senhoras...

- Hoje está fresquote.
-Está, está...

Frescote??? Frescote??? Como frescote??? E, já agora, o que raio é frescote? Se frescote for sinónimo de frio, não minhas caras senhoras, não está frescote: está um GELO!

Aqui estão as provas!

A caminho do meu trabalho,
ainda na minha rua...


[...que gelo que está lá fora, brbrbrbrbrbrbrbrbr]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A nossa paróquia fez 200 anos... (II)

Imagem da Nossa Senhora do Amparo
(imagem com 400 anos)

Todos os anos acompanho o meu pai na procissão em honra da Nossa Senhora do Amparo. Este ano, a nossa paróquia celebra o 200º aniversário e a festa foi maior. A cerimónia encheu a igreja e a procissão levava imensa gente.

Claro que tinha que acontecer alguma coisa porque eu sou assim. Se eu podia ter a minha cabecinha no lugar e comportar-me como uma mulher de 36 anos? Poder, podia... mas não seria a mesma coisa.

Nós estávamos no fim do cortejo e eu queria uma fotografia da imagem da santa para o meu papi. Então, resolvi dar a volta ao quarteirão, fartei-me de correr, para fintar aquela multidão imensa. Resultado? Lá conseguir a fotografia, consegui... mas, perdi-me do meu pai.

Fartei-me de andar, à sua procura. Parecia uma barata tonta. Quer dizer, mais uma bruxa, já que estava toda vestida de preto. As pessoas viram-me tantas vezes, quer de um lado do cortejo, quer do outro, que já me olhavam de lado...

O ponto alto foi mesmo quando eu me ia dando um verdadeiro e estrondoso tralho. Sim, tralho é a palavra certa. Como andava de cabeça no ar, entre um Pai-Nosso e uma Avé-Maria, não vi o raio da cratera e... já deu para fazer o filme?

Adiante.

Só a meio do percurso é que encontrei o meu pai. Ele andava à minha procura mas... podia jurar que estavas toda de branco!

Pois... de branco. Gorro branco e casaco comprido branco e luvas brancas. Nem mais, papi, nem mais.

Cheguei a casa por volta da meia-noite. Foi bom estar com o meu pai. Para ele, é muito importante estar presente nestas cerimónias. E eu adoro fazer-lhes estes miminhos.

Mau, mau... foi mesmo a porcaria da rinite. Bolas, já há mesmo muitos anos que não tinha uma crise assim. O meu domingo foi de esquecer.

Já avisei o meu pai: na missa de Natal, vou ficar o mais longe possível do altar, do padre e da sua mania de nos intoxicar com doses maciças de incenso.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A nossa paróquia fez 200 anos...

Cerimónia de aniversário, doses maciças de incenso, rinite alérgica como há muito que não tinha (pá, décadas...).

Estou mesmo mal...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As crianças são o melhor do mundo...


... ou não.

Eu e o Samuel fomos passear o João ao jardim... e fomos "corridos" a chuva de pedras por dois miúdos instigados por uma terceira.

Idades? Para aí uns treze, não mais que isso.

O Samuel? Ficou a tremer todo...

Eu? Também tremia...

A minha vontade?

Não digo. Seria muito mas mesmo muito politicamente incorrecto.

Mas que crianças são estas?!

[Ainda tentei dizer-lhes que tinha um bebé ao meu lado... mais pedras... lembrei-me dos meus tempos da preparatória... tinha dez anos, era uma menina. De noite, eu rezava. Se Deus tinha parado o mundo para aquela batalha - uma história que tinha ouvido na catequese - também podia fazê-lo parar se eu rezasse muito. Mas, nunca parou. E, todas as manhãs, lá ía eu para a escola, cheia de medo. Um dia, consegui fugir delas - um grupinho de miúdas giras super populares que até andavam na ginástica do Benfica e tudo! - e corri até ao pé dos meus professores e contei-lhes que a M.J. tinha lá ficado, que eles tinham que nos ajudar... mas não quiseram saber... e... eu não tive coragem de voltar... e não há um dia sequer que eu não me lembre que abandonei a minha melhor amiga às mãos daquelas miúdas giras super populares que até andavam na ginástica do Benfica e tudo, sem que me sinta uma imensa vergonha e uma profunda tristeza.]

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sossega...

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Finalmente...





...acabei as limpezas.
A mudança está feita.






[vou deitar-me... amanhã não me acordem...]

domingo, 6 de dezembro de 2009

Viver despenteada

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida
te despenteie.
Por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é bom, engorda. O que é
lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto, enruga.

E o que é realmente bom nesta vida, despenteia…

- Fazer amor - despenteia.
- Rir às gargalhadas - despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar - despenteia.
- Tirar a roupa - despenteia.
- Beijar a pessoa amada - despenteia.
- Brincar - despenteia.
- Cantar até ficar sem ar - despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa ideia calçar aqueles saltos
gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo despenteado… Mas podes ter certeza que estarei a passar pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora…

O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:

Penteia o cabelo, põe, tira, compra, corre, emagrece, come coisas saudáveis, caminha direita, fica séria…

E talvez até devesse seguir as instruções, mas…quando me vão dar a ordem para ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita???

A pessoa mais bonita que posso ser!

A única coisa que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.

Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres:

Entrega-te, Come coisas boas, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:

Deixa a vida despentear-te!!!!

O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, precises pentear-te de novo…

#fotografia de henkku
#fonte: encontrei por aí, se alguém conhecer a autoria, agradeço que me digam :)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Inverno Chegou!

@

...mais cedo :)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crianças... ou o Blog da Semana

Aparecem de mansinho, durante a noite, enquanto dormimos. São crianças com botinhas de lã que se passeiam pela casa por horas tardias e não querem acordar os seus pais.

São pequeninas, pelo menos no início. Ouvi dizer que algumas já nascem em nós, mas eu não acredito. Acho que vêm pela calada da noite, sorrateiramente, enfiam-se por debaixo dos lençóis e agarram-se a nós. E cá ficam. Pelo menos até as mandarmos embora.

Mas não depende só de nós. Dizem que elas crescem e que podem perder tamanho, consoante a quantidade de comida (importância) que lhes damos. São alimentadas por mim. E por ti. E por todos que comigo se cruzam.

Aparecem, agarram-se a nós. Por vezes, são alimentadas de tal maneira que perdemos o seu controlo e passamos a ser nós alimentados por elas. Chamam a isto: loucura, insanidade, perda de consciência. Dominam-nos.

Há aquelas que são boas. Há aquelas que são más. É preciso cuidado com a quantidade de comida (importância) que lhes damos.

Ouvi dizer que algumas morrem, e dão lugar a novas crianças, com o mesmo nome, com características semelhantes, mas diferentes. Mesmo aquelas que têm o mesmo nome são diferentes. Elas são sempre diferentes. Não há duas iguais. É, pura e simplesmente, impossível.

Variam consoante tudo. Tudo as transforma. São muito sensíveis, mais do que nós próprios, e mais do que aquilo que queremos que elas sejam. Captam tudo, sem que nos apercebamos, só para mais tarde nos lembrarem (qual dor, ou alegria!). Já deixei algumas morrer. Algumas felizmente. Outras infelizmente. Mas com tudo é assim. Nada permanece igual. Tudo muda. TUDO.

Elas ensinam coisas importantes. Manter o que deve ser mantido. Libertar o que deve ser libertado. E não fazer muitas perguntas. São crianças. Não sabem o que é o mundo. Limitam-se a guiar-nos. E, nós, estúpidos seres humanos sentimentalóides, deixamo-nos guiar, cegamente, por elas.

Ouvimos as suas vozes e sorrimos ou choramos, de uma maneira ou de outra, elas controlam-nos e, nós, estúpidos seres humanos sentimentalóides, deixamo-nos controlar. Paramos sempre para as ouvir. Elas manipulam-nos.

Eu paro e escuto. E o que escuto? Ah...risos! Gargalhadas de crianças (felizes!), e o vento que agita as folhas. Sim, ouço as folhas roçarem umas nas outras emitindo sons que se assemelham ao amachucar do papel. E deixo-as plantar (novamente). Foram elas. Só podem ter sido elas.

Durante a noite, pé ante pé, plantaram. E sussurram aos meus ouvidos palavras indecifráveis que me fazem sorrir. O que dizem elas? Não sei, e nem vou tentar descobrir. Mas, na imensidão de vozes que ouço consigo identificar uma frase. Constante. Uma e outra vez. E outra vez. E sorrio.

***

A Marina escreve de uma forma que nos toca, bem lá no fundo da nossa alma. Hoje sorri... e não resisti: "roubei-lhe" sorrateiramente este texto do seu blog unthought known e trouxe-lo para aqui.

Obrigada, Marina.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Té...


...té...
 
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