Aqui está a minha vida...

... esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.

Cecília Meiréles

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Ter Lua em Escorpião (ou a cabra que há em mim)

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Ontem, bani três membros do fórum. Há muito que eu o deveria ter feito porque há muito que andavam a exagerar. Não. Abusar é a palavra certa.

O gosto muito da palavra Respeito, prezo-a desde menina. Mas eu só respeito quem me respeita. Eu não tolero faltas de respeito a ninguém, tenha a idade que tiver.

Há muitos anos atrás, um senhor, já de uma idade considerável, foi extremamente mal educado para mim. Estávamos no autocarro... eu tinha para aí os meus 14 anos (?). Eu olhei para esse senhor e disse-lhe, muito calmamente, para ele mudar o tom de voz. Disse-lhe ainda, que era uma pessoa que respeitava tudo e todos, menos aqueles que me faltassem ao respeito: fossem quem fossem, tivessem a idade que tivessem. Lembro-me tão bem da cara dele, como se tivesse sido ontem. Olhou para mim, olhou em volta para as pessoas que olhavam para ele , carregou no botão para sair e saiu na paragem seguinte.

É assim que eu sou. Quem gostar gosta. Quem não gostar... põe à beira do prato, como diz a minha mãe.

Também me considero uma pessoa bastante tolerante. Há quem diga que eu sou tolerante demais. Provavelmente, têm razão. O problema pode até residir aí: no ser tolerante demais. Porque, a partir do momento em que eu deixo de ser tolerante, sou totalmente o oposto.

Numa linguagem mais grosseira mas com uma imagem mais explícita: podem-me pisar os calos até fazer sangue que eu cá sou muito boazinha... mas se eu viro, saiam da minha frente. Cai tudo. Não há qualquer tipo de volta dar. No dia em que eu perco a cabeça a sério com alguém, essa pessoa passa a conhecer a Outra Susana que há cá dentro - nada simpática, muito menos boazinha: uma verdadeira cabra. E quanto ao respeito... deixa de existir qualquer tipo de respeito pela pessoa em causa, passa a haver muito desprezo.

Eu sou assim. Se gosto de ser como sou? Não. Não gosto mesmo nada. O problema é que eu tenho a minha Lua em Escorpião. O que faz com que eu seja uma verdadeira cabra para quem é uma verdadeira cabra para mim. Poderia ser pior, mas graças a Deus tenho Júpiter em Trígono a Vénus e em Sextil a Neptuno e Lua Sextil ao Nodo Lunar. Isto traduzido por miúdos, significa que eu sou de natureza agradável e afável, de bom coração. E, quem me conhece sabe que eu sou assim. Quando eu gosto, gosto muito e podem contar sempre comigo para o que der e vier.

[agora, quando não gosto...]

Os membros que foram banidos (eu prefiro a palavra expulsos) do fórum, não sabiam o significado da palavra Respeito. Desrespeitavam tudo e todos. E isso, para mim é inadmissível. Avisei-as por várias vezes, ao longo de dois anos. Mas, as senhorinhas insistiram. Ontem, tiraram o dia para me ofenderem até ao obsceno.

Puseram em causa a minha palavra. Chamaram-me de mentirosa. Munidas com a sua ironia de quinta categoria, atacaram-me. Ora... eu cá detesto que me chamem mentirosa (e que usem a minha figura de estilo preferida de uma maneira tão incompetente). Eu tenho uma miríade de defeitos, mas há uma coisa que eu não sou: mentirosa.

Estas pessoas são pequeninas. De espírito. São pessoas mínimas que existem para minar a esperança, a fé, a vontade dos que as rodeiam.

Minhas senhorinhas: se o vosso desejo é continuarem a viver nesse rol de lamentações, às custas do subsídio de doença (aka baixa médica) com a esperança de virem a usufruir de uma reforma antecipada, por mim, estão à vontade. Mas... façam-no longe de mim. E das pessoas que querem Viver para além da doença e da atenção que recebem à conta dessa mesma doença. Nós não precisamos da vossa desmoralização constante nem da vossa mesquinhez típica de quem existe, única e exclusivamente, para ser amarga e semear amargura por todo o lado, só porque sim. Façam um favorzinho: mordam a vossa língua de cobra e envenenem-se a vós próprias. A Humanidade agradece.

Agora, vou-me mas é por à minha vida... tenho toneladas de roupa para passar a ferro e já perdi demasiado tempo com nada.
 
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