Aqui está a minha vida...

... esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.

Cecília Meiréles

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Amanhã...


...faz uma semana que estamos na nossa casa. Está tudo a correr muito bem. Consegui arrumar quase tudo, graças à minha mãe: ela tem ficado com os pitocos, durante as tardes. Assim, com as tardes livres, foi-me bastante mais fácil arrumar e organizar tudo. O meu pai também ajudou muito: nas mudanças, nos pequenos arranjos aqui e ali, em tudo e em mais alguma coisa. Obrigada, Mãe e Pai! Sem vocês não teríamos conseguido!

Amanhã é sábado... estou tão, mas tão cansada... amanhã, tenho mesmo que me obrigar a descansar. Emagreci imenso, nestas duas semanas, sinto-me exausta e cheia de dores.

Mas... estou muito feliz, com a nossa casinha.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Hoje estou lamechas...

Ontem, em tons de brincadeira disse à minha mãe que Deus deveria estar muito chateado comigo. Depois de estar 25 dias com uma crise de EA, a FM resolveu aparecer em força, de domingo para segunda e na terça, como se não bastasse isto tudo (as remanescências da EA e a FM), eis que tenho uma crise de Ménière como há muito não tinha (a última vez foi em Janeiro) com a pior dor de cabeça que se possa imaginar, dores de ouvidos e muitas tonturas.

Eu sei que Deus não tem rigorosamente nada a ver com tudo isto que se anda a passar comigo. Mas, que raio... tudo ao mesmo tempo?

O que me vale é que tenho a minha família, como sempre, ao meu lado ( e, agora com novos elementos lindos que me dão a maior força: a minha querida sogra, a minha cunhada quida, o meu cunhado que faz-me as vontades todas, as sobrinhas do Toni que são umas fofas...). Os meus amigos, também estão sempre pertinho de mim (mesmo que longe). Por isso, as dores tornam-se pequeninas... porque o Sol brilha lá fora - mesmo que não se veja por causa das nuvens: ele está lá.

As vossas mensagens de força, os vossos comentários nos meus blogs, os telefonemas têm sido muito, mas mesmo muito, importantes para mim. Dão-me força e mostram-me que tudo vale a pena, mesmo tropeçar numa ou noutra pedra que encontremos no caminho. Tenho os joelhos um bocado esfolados dos tropeções dos últimos meses... mas as esfoladelas estão todas cobertas de pensos rápidos super coloridos repletos de beijinhos de todos os que me rodeiam (eu não disse que estou lamechas?).

Obrigada a todos, do fundo do meu coração... voçês são todos muito lindos e adoro-vos!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Feliz aniversário Papi e Mami!


Hoje interrompi as minhas mini-férias para ir tomar conta dos meus pitocos. Os meus pais fazem 37 anos de casados e num dia destes não se pode trabalhar. Declarei feriado para a minha mãe e lá foram eles todos pimpolhos passear.

- Sabes muito bem que não gosto almoçar fora...

Sim, mãe... mas vai lá com o pai que ele quer fazer-te uma surpresa (uupss... acabei de estragar a dita.)

Trinta e sete anos de casamento. É motivo de comemoração em grande. Penso que da minha geração em diante, poucos de nós chegaremos sequer a comemorar as bodas de prata, quanto mais 37 anos...

Parabéns e um beijinho grande desta filha que vos adora...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Hoje fiz o que o HB me pediu...









...e fez-me muito bem.







Ele disse-me para sair de casa... e saí. Com o meu paizão que eu adoro e que queria muito andar no comboio que passa por todas as praias da Costa da Caparica. Foi giro. E foi tão bom ver o meu pai feliz como uma criança a quem se fez o que ela tanto queria.
Passei mais uma noite acordada. O Toni também. Creio que consegui contagiar-lo com a minha insónia [perdoas-me?]. Adormecemos por volta das 4 horas e acordamos às 6. Podres, claro. Ele foi trabalhar... e eu decidi - a muito custo - continuar com os meus planos.

Ficar em casa só iria piorar a situação. A minha depressão estava insuportável e o cansaço não me dava tréguas. Só me apetecia encher-me de comprimidos e dormir... para o resto da vida.

Vesti-me e lá fui com o papi para a Costa.






Chegamos lá e apanhamos o tal comboio...







Estava um frio de rachar e eu com uma camisolinha de alças. Congelei, com é óbvio. Mas, sempre que olhava para o meu pai, com um sorriso tolo e olhinhos a brilhar, sentia-me tão feliz que depressa esquecia que estava com frio. Porque o vento, na Costa, é sempre gelado.

Vinte paragens depois, Fonte da Telha. Praia simpática, bandeira verde (vá lá... está sempre vermelha). Muitas crianças - lindas, diga-se de passagem. Muita brincadeira. Correrias. Risos.

Tirámos fotografias, tentámos ir à água (fria, muuuiito fria, como é costume, unff...), falámos de tudo e de nada...

Entretanto, o meu pai foi dar a volta do costume. Fiquei uma hora sozinha. Com o mar. Com o sol. Com a brisa fresquinha envolvida em maresia.... E com a velhota simpática que estava atrás de mim. E os miúdos ali ao lado...

- Ó mãe olha ele...

- Deixa a tua prima em paz...

- Foi ela!

-Sara! Não te metas com o teu primo, faz favor.

O sol estava quente. Tentei, mais uma vez, entrar na água (estou a precisar tanto de nadar...). Fria? Não!!! Com-ple-ta-men-te-ge-la-da!

O meu pai chegou e resolvemos que estava na hora de ir embora.

O comboio ía cheio. Um grupo enorme de senhoras e senhores de Carnide. Muito alegres, diga-se.E cantaram, bateram palmas, meteram-se com todas as pessoas que viam: inclusivé os nudistas. Sim. Nudistas. As senhoras, principalmente! Coitados... eles, bem se escondiam atrás dos arbustos... não lhes valeu de nada (eu até tirei fotos, eh, eh...).





O meu pai - como um menino solto na Disneylandia - cantava, ria alto, batia palmas, acenava a todos... que bom vê-lo assim, tão feliz (fez-me tão bem...).








Fomos almoçar ao Panças. Comi como uma alarve. Costeleta de novilho grelhada. Enorme. Comi um terço, se tanto. Sobrou. Trouxe para casa (como é tradição daquele restaurante).

O meu pai deixou-me em casa. Feliz da vida. Eu estava cansada. Mas um cansaço bom...

Tomei um banho, exibi-me ao espelho: estou com uma corzinha!!! Há anos que o sol não tocava a minha pele! Fui-me deitar... e dormi.

Acordei. Sentia-me bem. Como há muito não me sentia.

Obrigada, pai...

[Obrigada HB.]
 
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